Atualização Semanal – COVID-19

Atualização semanal da evolução do COVID-19 pelo mundo e da situação dos principais países em termos de infecção.

Desde o dia 02 de março de 2020 venho acompanhando a evolução do número de casos, de recuperados e de mortos relacionados à infecção pelo Novo Corona vírus pelo mundo, sistematicamente, a partir de uma fonte única de dados, que concentra as informações de todo o mundo.

Esses dados, acumulados em uma planilha, permitem a realização e visualização por meio de gráficos de diversas análises, que tendem a descrever o comportamento do vírus.

A primeira análise é a de número de contaminados pelo mundo que, como mostra o gráfico, continua evoluindo, porém em escala (praticamente) linear, parece que está-se conseguindo achatar a curva e, também, por ser uma doença nova, não haviam testes científicos desenvolvidos para determinar a existência ou não do agente em pessoas que, lamentavelmente, morreram por conta dele no início do período de disseminação, como mostra o Gráfico 1. Em 02 de março, o número de infectados era de 89.197 e hoje, quando capturados os dados para análise, era 2.982.933.

Gráfico 1 – Evolução do número de casos pelo mundo.

A segunda análise realizada é considerando o número de recuperados, que sempre demora mais a acelerar do que a de mortes nos países em que a COVID-19 começa a se instalar, porém mostra sinais de aceleração. Sua aceleração é mais lenta pois as mortes sempre acontecem antes de se começarem as recuperações. As primeiras mortes (penso eu) podem significar o primeiro sinal de alerta para o início da contaminação de determinada região pelo Novo Corona vírus, por conta dos sintomas apresentados pelas pessoas falecidas, porém pode ser tarde e a contaminação já ter se alastrado, pelo menos, entre os familiares da vítima e, então em escala geométrica, pelo resto da população local. Neste sentido, o isolamento social é uma barreira a esse alastramento. No início do período de análise, o número de recuperados era de 45.155 e agora está em 870.204, como mostra o Gráfico 2.

Gráfico 2 – Evolução do Número de Recuperados

O Gráfico 3 mostra o número de óbitos resultantes da contaminação por COVID-19 no período observado. Nota-se que, apesar de possuir comportamento semelhante ao de infecção e recuperação, seus valores não são tão altos, o que pode significar o desenvolvimento de novas técnicas, abordagens e medicamentos para a cura. Nos últimos períodos, a curva tem mostrado sinais de estagnação, desaceleração, mesmo com o avanço no número de contágios, o que pode significar, também, o aumento de técnicas de identificação (validação) antecipada do contágio pelo Novo Corona Vírus.

Gráfico 3 – Evolução do número de mortes pelo COVID-19

Uma das informações mais relevantes é a Mortalidade Real. Por se tratar de uma doença com grande letalidade, não é possível averiguar a mortalidade somente se comparada com o número de contagiados, o que dá um número relativamente pequeno. Porém, as pessoas que estão contagiadas ainda estão em um processo em que só há dois resultados: a cura ou a morte. Desta feita, o cálculo da mortalidade real considera o total de indivíduos contagiados que chegaram ao final do processo, seja curado, seja morto. Devido o aumento do número de recuperação e a diminuição do número de mortes, por diversos fatores, a taxa de mortalidade real já alcançou o seu pico e, agora, mostra sinais de queda (Gráfico 4). Atualmente, o índice de mortalidade real está em 19,20%, o que quer dizer que de cada 100 pessoas que chegam ao final do processo, aproximadamente 19 pessoas morrem.

Gráfico 4 – Evolução da taxa de Mortalidade Real

As taxas de mortalidade real, do número de infectados, de mortes e de recuperados atual pode, estatisticamente, apresentar um possível desenrolar para a questão da evolução do número de recuperados e do número de mortos totais, caso a contaminação cessasse neste momento, isto é, que não houvesse mais contágios e que a razão (proporção) entre mortos e recuperados se mantivesse nos níveis atuais. Isso resultaria no comportamento apresentado na Figura 1. Caso todas as considerações acima se mantivessem, a previsão seria de 365.979 mortes adicionais às já ocorridas e, da mesma forma, um adicional de 1.539.939 indivíduos recuperados, totalizando 572.790 mortes em todo o mundo por COVID-19 e 2.410.143 indivíduos recuperados.

Figura 1 – Previsões estatísticas de recuperados e mortes a partir dos valores obtidos

Desde o dia 05 de abril, quando os números do Brasil começaram a se destacar no mundo, chegando perto do número 20 em número de casos (na verdade, número 21), foi iniciada uma nova série de estudos, entre os 21 países com maior número de contágios confirmados. Essa análise, mais aprofundada, mostra resultados pontuais, como mostrados nas Figuras 2 e 3, com alguns desmembramentos, como mostrados nas tabelas 1 a 6 e A a E, descritos na sequência das figuras relativas. Os resultados apresentados nos comentários a seguir são relativos a participação dos países (incluindo o Brasil) dentro do recorde que considera os 21 países com maior número de contágios.

Figura 2 – Informações pontuais sobre os 21 países com maior número de contágios (#1/2)

Na Figura 2, a tabela 1 mostra os países com maior número de contagiados no mundo. Nas últimas 3 semanas, a sequência é a mesma. Neste quesito, o Brasil ocupa atualmente a posição número 11. Na segunda semana de análises, a posição 15; na terceira, a 14; e na quarta, a 12. Quer dizer, o número de contágios oficializados do Brasil vem subindo perante os demais países do mundo, apesar das ações de isolamento social aplicadas. A tabela 2 mostra o número de mortos nos países, sendo que o Brasil ocupa a 11ª posição nesta lista nesta 5ª semana de análises. O número de pessoas recuperadas destes países é apresentada na Tabela 3, em que o Brasil ocupa a 8ª posição. As taxas de mortalidade e recuperação perante o número de infectados são apresentados nas tabelas 4 e 5, em que o Brasil ocupa, respectivamente a 8ª e a 7ª posição. Com relação à mortalidade real (tabela 6), o Brasil ocupa a 12ª posição entre os 21 países com maior número de infectados, com 12,45%.

Figura 3 – Informações pontuais sobre os 21 países com maior número de contágios (#2/2)

Algumas informações adicionais, ainda, estão apresentadas nesta Figura 3, em que são mostrados índices como o número de pessoas mortas por milhão de habitantes, em que o Irã possui a primeira posição e o Brasil a 18ª (o que é muito bom). Um indicador ruim para o Brasil é o número de testes por milhão de habitantes, em que ocupa somente a 19ª posição, muito distante dos países com melhores índices neste quesito, sendo que, apesar disso, o Brasil ocupa a 12ª posição quando se trata de transformar aquele número de testes/milhão em indivíduos testados, mas, mesmo assim, longe dos países com maior número de indivíduos testados. A tabela D mostra a % da população contagiada, em que o Brasil possui apenas a 19ª posição, com 0,030% da população infectada. A Tabela E mostra a relação dos 21 países com maior número de infectados.

A Figura 4 é uma mera especulação estatística, partindo da média dos resultados dos 21 países (desconsiderando os valores Brasil) no número de infectados, mortes e recuperação, confrontados com o total da população brasileira. Deste total de população, projeta-se uma infecção pela média dos 21 maiores países de 546.273 pessoas infectadas, sendo que, destes, 157.272 viriam a óbito e 389.001 seriam recuperados, porém, como os números de óbito estão caindo (percentualmente), provavelmente esse número mudará ao longo do tempo.

Figura 4 – Previsão Brasil pela média dos 21 países com maior número de contágios

Fonte das informações:

Observação:

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