Administração básica e cursos de educação superior: o que se pode aprender

Neste texto, apresento uma comparação entre os níveis estratégicos de uma organização qualquer e sua inferência aos modelos disponíveis de instituições de educação superior no Brasil. Depois disso, comento sobre o impacto disso no mercado de trabalho e sua influência na alta taxa de desemprego, concluindo com ações que podem (e deveriam) ser realizadas por instituições de ensino, educadores e o próprio Ministério da Educação.

Fundamentação Teórica

Para fundamentar e sustentar as considerações realizadas na segunda parte do texto, farei uma pequena introdução teórica, imprescindível ao nivelamento conceitual, para que se saiba o mínimo necessário para o entendimento geral.

Níveis hierárquicos das organizações

Os autores de administração geral, costumam apresentar as organizações como possuindo três níveis, sendo eles o estratégico, o tático e o operacional.

Participam do nível estratégico, os principais tomadores de decisões da organização, devem ser pessoas que possuam aguçada percepção para as nuances do mercado, sentir o ambiente em que a organização está inserida para, com o domínio dessas informações, definir os objetivos gerais de toda a organização.

No nível tático estão os profissionais gestores de área (ou departamento). São profissionais que definem, a partir do planejamento geral da organização, as ações que os departamentos da empresa (financeiro, marketing, gestão de pessoas, operações etc.) terão que realizar para que os objetivos da organização como um todo sejam alcançados, em um espaço de tempo de médio prazo. Essas pessoas devem possuir capacidade de “traduzir” os desejos da organização para os níveis mais básicos dela, decompondo-os em ações, devem ter capacidade de interação com seus pares, com superiores e com funcionários e conhecimento sistêmico.

Classificado, teoricamente, como o nível mais básico das organizações, está o operacional. As pessoas que participam deste nível, precisam ter substancial conhecimento prático (saber o que utilizar para que fim – ferramental – e saber fazer) e os planos são traçados para curtos períodos, sendo imprescindível, também, dada a quantidade de integrantes do nível, saber se relacionar, isto é, possuir elementos humanos.

Finalizando essa parte teórica, é necessário reforçar que cada um desses níveis possui uma combinação particular de três habilidades: o conceitual, o humano e o prático.

A habilidade conceitual é carregada de conhecimento teórico, a pessoa consegue estabelecer relações entre elementos e construir cenários e narrativas com facilidade. Estes profissionais possuem conhecimento sistêmico e holístico, conseguem sintetizar informações, o que facilita a criação de conhecimento e a definição de planos de longo prazo.

Quando se menciona a habilidade humana, trata-se das questões de relacionamento, pois todas as organizações são compostas por pessoas, não importando se próximas ou distantes, conectadas física ou remotamente. Para se compor uma organização, é preciso saber lidar com pessoas, saber se comunicar com os outros, em qualquer nível organizacional.

Por fim, a habilidade prática possui relação com o saber fazer, com o modus operandi das mais variadas e diversas profissões conhecidas. Conhecer e saber para que servem as diversas ferramentas disponíveis, podendo esta ser tanto físicas, como por exemplo, um torno mecânico, um computador ou um furador de papéis, quando intangíveis, como dados ou informações.

A figura ilustra tanto a pirâmide hierárquica como o composto de habilidades de cada nível organizacional.

A cada nível hierárquico condiz uma composição de habilidades que os profissionais deveriam possuir

Com base na ilustração, é possível afirmar duas coisas. A primeira é que há pouco espaço no nível superior das organizações, é um espaço destinado às pessoas que pensam o longo prazo da organização, no nível mais filosófico, número esse que aumenta no nível intermediário, devido à departamentalização das organizações, sendo necessário para cada departamento (praticamente) uma equipe gestora; e que a grande massa de trabalhadores está no nível operacional.

A segunda afirmação é que as pessoas do nível superior das organizações possuem uma composição de habilidades que tem maior carga conceitual do que humana e, esta ainda, é superior à de habilidades práticas; algo como 50% conceitual, 33% humana e 17% prática. Já as pessoas da camada tática (ou intermediária) deveriam ter uma composição bastante equalitária entre as habilidades, praticamente 33,3% de cada uma. No caso das pessoas do nível operacional, essa composição seria o inverso da do nível estratégico, ou seja, 50% prática, 33% humana e 17% conceitual.

As caracterizações das instituições de ensino superior no Brasil

Segundo os Censos da Educação Superior realizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (doravante, INEP), vinculado ao Ministério da Educação (doravante, MEC), existem, no Brasil, três categorias de instituições que formam pessoas no nível superior: as universidades, as faculdades e os, generalizando, institutos tecnológicos (INEP, 2020; INEP, 2010).

Com base nos resultados do Censo da Educação Superior de 2019 (INEP, 2020), existem 2.608 instituições de ensino superior no Brasil, com a seguinte composição:

  • Universidades e Centros Universitários: 472
  • Faculdades: 2.076
  • Institutos Tecnológicos: 40

Destes, 88,4% são da categoria administrativa privada e, 11,6%, pública (principalmente na categoria “Universidades”).

As universidades e centros universitários, apesar de totalizarem apenas 18,9% do total de instituições de ensino superior, possuem matriculados em seus quadros discentes, 78,5% dos estudantes brasileiros, enquanto nas faculdades, apesar dos 79,6% de participação no número de instituições, apenas concentra 19% das matrículas. Os institutos tecnológicos possuem 1,5% de participação no número de instituições e 2,5% no número de matriculados.

Com relação à disponibilidade de vagas (oferta ao mercado), as instituições de ensino superior oferecem, no total, algo em torno de 16,5 milhões de vagas anualmente, sendo 5,1% referentes às instituições públicas e, as restantes 94,9% das vagas, das instituições privadas.

Em comparação com Censos da Educação Superior realizados anteriormente (INEP, 2010), houve crescimento na oferta da rede privada de 87,1% e de 32,4% na rede pública.

Essas instituições de ensino superior devem ter uma função na sociedade. Para Teixeira (1964), as principais funções de uma universidade são a formação profissional, o alargamento da mente humana e a transmissão de uma cultura comum e, em uma visão mais contemporânea, Ramos Júnior (2009) coloca que a universidade deve ser capaz de produzir novos conhecimentos, retribuir o investimento da comunidade (por meio de estudos, pesquisas e projetos de extensão) e contribuir para o avanço científico, tecnológico e cultural.

É de se notar que não existe, para os autores citados, distinção entre as diversas tipificações de instituições de ensino superior, tratando-as todas como universidades, possivelmente, sendo o primeiro pela inexistência a seu tempo de outras formas de educação de nível superior e o segundo, por generalização, porém pretende-se lançar novo olhar sobre essa temática adiante.

Por fim, é sobre a função defendida por Ramos Júnior (2009) que está o tripé elementar do ensino superior no Brasil, preconizado pelo MEC, a saber, ensino, pesquisa e extensão. Para ter bom resultado nas avaliações do ministério, realizadas periodicamente, as instituições de ensino superior devem mostrar resultados nas três áreas, apesar de as réguas de avaliação serem diferentes (universidades possuem um nível de avaliação, faculdades e centros tecnológicos outros), apesar de serem, em termos de composição, de estrutura e de finalidade distintas – onde por vezes, não cabem programas de extensão e/ou pesquisa. Em alguns casos, a má avaliação da instituição macula a sua imagem no mercado de trabalho e faz com que ela não possa receber matrículas para o curso avaliado até a próxima avaliação, o que, de certa forma, afeta a sustentabilidade financeira daquele curso (centro de custo), reduzindo sua capacidade de investimento nas melhorias necessárias.

Situação problema

A problemática é tão complexa que é mais fácil colocar em tópicos, sem que ela esteja em uma ordem de maior ou menor impacto na situação como um todo.

A lista pode iniciar pela tentativa de nivelar todas as entregas realizadas pelas instituições de nível superior a um mesmo patamar. Se, por definição e pelos critérios do censo educacional, há distintos níveis de instituições de ensino superior (universidades, centros universitários, faculdades e institutos tecnológicos), eles não devem ser responsáveis pela mesma entrega ao “mercado de trabalho” e, nem mesmo, ser alvo do mesmo nível de avaliação por parte do MEC.

Um segundo problema é a sintetização de todas as instituições de ensino superior ao termo “universidade”, sendo que, como será explicado posteriormente, todas possuem suas características, estruturas e finalidades distintas. Essa confusão sobre o termo culmina no entendimento que “se não for universidade, não vale a pena” e em discursos errôneos como “universidade para todos”, o que é estruturalmente impossível.

Desta confusão sobre o termo, surgem outros problemas, como o desconhecimento das diversas modalidades por parte tanto das empresas formadoras do mercado de trabalho quanto das empresas recrutadoras e dos profissionais de gestão de pessoas, que desconhecem (ou esquecem) a existência das diferenças.

Esta confusão chega aos alunos que, no momento da decisão sobre o futuro profissional de suas vidas (final do ensino médio), ao optarem pelo próximo passo, são induzidos a “cursar qualquer coisa para ter o certificado”, sem o correto direcionamento a partir dos seus conhecimentos ou habilidades, e acabam optando, em alguns casos, por cursos aos quais não possuem qualquer afinidade, o que gera frustração e desistência.

A retórica “ensino, pesquisa e extensão” defendida, então, pelos gestores das instituições de ensino superior como um mantra que deve ser alcançado, em muitas vezes, com orçamentos limitadíssimos (algumas horas aula) não encontra sustentação por parte de alunos (realizadores dos programas), principalmente em faculdades, pois como salientado na fundamentação teórica, 88,4% das vagas estão em instituições privadas, para as quais, para ingressarem e manterem-se, os acadêmicos devem honrar compromissos financeiros, situação que os leva a ter outros compromissos além do universo do ensino.

Uma última parcela do problema está nas instituições de ensino, que saturam o mercado com oferta de cursos superiores do tipo bacharelado e/ou licenciatura, esquecendo-se que os cursos técnicos ou tecnólogos também são caracterizados como de nível superior, garantem a certificação e um possível ingresso no mercado de trabalho mais acelerado.

A isto tudo, soma-se o número de instituições e vagas disponíveis e comparando com o demonstrado na primeira parte da fundamentação teórica, seria de se supor que os institutos tecnológicos formariam a casta mais elevada dos gestores organizacionais, as universidades, a casta intermediária e, a inferior, seria de responsabilidade das faculdades, o que é um erro.

Uma proposta de funções institucionais

As universidades, pela imagem que transparecem na sociedade, são formadoras com senso crítico avançado, pesquisadores, cientistas, pessoas que possuem as notas mais altas nos processos seletivos (atualmente, o ENEM). Essas instituições possuem como corpo docente, essencialmente doutores, pessoas que criam o conhecimento nos diversos campos da ciência brasileira e, para a perenidade e prosperidade preparam seus alunos para dar continuidade a esta busca incessante pelo conhecimento e para ter uma visão mais crítica do cenário e do ambiente em que estão, seja atuando de forma preventiva, adiantando-se aos fatos ou corretiva rapidamente, a partir de uma situação dada, para a qual facilmente conseguem correlacionar informações, criando conhecimento. São instituições em que forçosamente a tríade ensino, pesquisa e extensão devem ser cobrados, até pela questão do investimento da sociedade nestas, por meio dos impostos recolhidos que são repassados a elas em forma de orçamento. Resumindo, estaria a cargo das universidades além da formação dos pesquisadores e cientistas, a formação dos ocupantes dos escalões superior e intermediário das organizações.

As faculdades, por sua vez, deveriam formar os profissionais táticos, do nível intermediário (gerentes e supervisores), que pela função que exerceriam em uma empresa, deveriam ter noções generalistas da área de estudo. São profissionais que aliam igualmente o conhecimento prático, o conceitual e as habilidades interpessoais, intermediando as demandas da organização, oriundas do alto escalão em direção ao nível operacional e vice-versa, pois há demandas (e informações) do nível operacional que são interessantes para o nível estratégico, sendo necessário interpretar as informações em ambos os sentidos, como explicitado na fundamentação teórica. Nestas organizações – nada impede – poderiam ser formados ocupantes do alto escalão das organizações, pois o conhecimento é livre e está disponível de diversas formas e há empresas de diversos tipos, não há qualquer fator de discriminação aqui, há somente uma adequação de discurso e finalidade. Nestas, a tríade ensino-pesquisa-extensão não pode ser exigida, devido a dois fatores. O primeiro, já mencionado, a necessidade dos discentes em honrar seus compromissos financeiros com a instituição por meio de mensalidades e o segundo, a forma de contratação do corpo docente, em sua maioria, horistas, sem incentivo à pesquisa ou a programas de extensão, sendo necessário primeiro exibir os resultados para, então, tentar o ressarcimento.

Nestes dois níveis, é possível afirmar, o mercado de trabalho está muito bem servido, podendo chegar à saturação em algumas regiões do país, o que gera o quadro de alto índice de desemprego atual, pois há a superformação do profissional que não aproveita as oportunidades inferiores que lhe são ofertadas e quando são, pois os profissionais de empresas de recrutamento e seleção, muitas vezes, consideram o nível escolar superior como incompatível com uma função “menor”, prevendo problemas futuros de mau desempenho por conta da falta de motivação ou descontentamento com a “pequenez” da função que lhe foi atribuída.

O problema da “falta de mão de obra especializada” não é que falta educação, mas que falta educação no lugar certo, na função certa. Estão faltando, no mercado nacional, profissionais gabaritados em funções técnicas, que poderiam ser ofertados pelos institutos tecnológicos que, a bem da verdade, são muito poucos no Brasil, como demonstrado na fundamentação teórica. Seriam profissionais que saberiam fazer, que melhorariam os índices de produtividade das empresas brasileiras, o que poderia, por exemplo, atrair investimentos de capital estrangeiro.

Com base nisso tudo, apresenta-se uma nova ilustração, elaborada pelo autor, que demonstra, além dos níveis hierárquicos e habilidades necessárias, a origem dos profissionais componentes de cada um dos níveis.

A cada nível hierárquico, uma composição de habilidades e uma sugestão de origem para os ocupantes.

A partir desta, mostra-se que, de forma alguma as formações são excludentes ou limitantes. Nada impede, como já dito, que um egresso de uma faculdade ocupe uma posição superior na organização em que seja contratado ou que evolua em sua carreira por meio de estudos complementares, sejam eles formais (outras graduações ou pós-graduações) ou não, por meio de livros, vídeos ou participação em eventos, sendo que tal vale para os egressos dos programas de educação superior de nível tecnológico e os oriundos das universidades, que poderiam ocupar, então, cargos de níveis hierárquicos inferiores nas organizações.

O que se propõe

A partir do que se expôs até agora, constata-se que a educação brasileira de nível superior é um “samba do crioulo doido”, em que não há a mínima distinção e/ou conhecimento sobre a atribuição formativa de cada uma das modalidades institucionais, tenta-se fazer de tudo e não se faz nada direito, os professores fingem que ensinam, os alunos fingem que aprendem, o mercado de trabalho finge satisfação enquanto enfrenta taxas de rotatividade (turnover) altíssimas, apesar da elevada taxa de desemprego apresentada no Brasil, o que deveria fazer as pessoas querer manter as suas posições profissionais quando as conseguissem.

A organização proposta no item anterior deste texto, inexiste, não há a separação/distinção entre as tipologias de instituições de ensino superior, sendo que, elas mal entendem o papel que deveriam exercer na formação dos cidadãos brasileiros que as buscam, então, por isso, é que são encontrados profissionais formados em universidades atuando em funções não compatíveis com aquelas para as quais se prepararam, sendo necessária a ressalva sobre a não afinidade com as atribuições da profissão, mesmo entre egressos.

Deve-se perceber que não há espaço para todo mundo nos ambientes de trabalho climatizados, nas cadeiras confortáveis, no “bem bom” dos escritórios. Há, sim, todo um outro universo que está sendo esquecido pelas IES brasileiras que prepara tudo para que outros possam utilizar, um parque fabril inteiro esquecido, desatualizado, defasado e com baixa capacitação técnica.

Desta feita, sugere-se que sejam observadas as separações e as funções de cada uma das tipologias de IES apresentadas no tópicos anterior: universidades para a formação de pessoas de alta administração nas organizações, com alta quantidade (e qualidade) de habilidades conceituais e pessoais; que as faculdades se concentrem na preparação de profissionais de nível tático, com igual distribuição de conhecimentos sobre as habilidades conceituais, humanas e práticas e, por fim, que as instituições da tipologia tecnólogo, foquem suas atenções na formação de profissionais com alta habilidade técnica e humana, não esquecendo de oferecer um pouco de conteúdo conceitual, sendo que é desse tipo de profissional que as empresas brasileiras estão precisando, para melhorar suas eficiências operacionais, incrementar sua competitividade e elevar seu capital intelectual.

Para isso, seriam necessários esforços para ampliar a oferta de cursos profissionalizantes de nível superior, pois contar apenas com os Institutos Federais, CEFETs e afins é muito pouco. São cursos caros, pois demandam grande quantidade de laboratórios, equipamentos específicos, tecnologia da informação (hardwares e softwares) e muitos outros insumos específicos para cada curso. Além disso, o mais importante de todos, os instrutores destes programas deveriam ser profissionais oriundos do mercado de trabalho, com atuação comprovada de mercado, pois neste nível, deve-se aprender a fazer, não nos livros ou apostilas, mas, sim, no operacional cotidiano, na prática cruel, na vida real.

E como fazer as pessoas olharem para esse universo tão cruel?

Primeiro, desmistificando o lema “universidade para todos”. Universidades devem ser plurais, devem acolher todos os públicos, devem preparar (muito bem) quem as escolhe, mas nunca serão “para todos”, mesmo por não comportar todos (numericamente falando). E quem as escolhe deve saber o que se espera deles e o que encontrarão lá: centros formadores de excelência, tal como Harvard, Oxford, Cambridge, MIT e outras, mundo afora e que, se não mostrarem desempenho, serão sumariamente eliminados do processo, como acontece nos exemplos citados.

Depois, durante o ensino médio, educar para elucidar as diferenças entre os tipos de IES disponíveis e acompanhar os desenvolvimentos acadêmicos (conceituais), práticos (habilidades manuais) e psicológicos (humanos) dos alunos, por meio da aplicação de testes vocacionais periódicos, o que pode ser realizado pelos psicólogos e/ou psicopedagogos das instituições de ensino médio – sempre em caráter orientativo, não impositivo, afinal, ainda há a questão do livre arbítrio.

Cabe ao MEC substancial responsabilidade para a efetividade desta mudança. Programas orientativos (para alunos do ensino médio), planos de financiamento para a construção e expansão da oferta destes cursos Brasil afora, facilitar a importação de máquinas e insumos necessários para a operacionalização de tais instituições e cursos e, também, pela desburocratização e afinação dos critérios e/ou pesos de avaliação destas instituições.

Com estas iniciativas que caberiam ao MEC poderiam ser criados “centros de excelência tecnológica”, seja em tecnologia da informação, manutenção elétrica industrial, elétrica automotora, fundição ou outra área qualquer, de onde poderiam surgir talentos operacionais em massa para as empresas nacionais, contratados a “peso de ouro”.

Finalizando, cabe às empresas saber quais profissionais necessita para suas operações, em todos os níveis hierárquicos e onde os encontrar. Deve ser notório aos profissionais de recursos humanos essas distinções, deve ser parte dos quadros de cargos e salários as reais habilidades e formações necessárias para todas e cada uma das posições profissionais da organização.

Considerações finais

Sabe-se que essas não são ações realizadas da noite para o dia, mas a esperança é que elas aumentem a adequação e a motivação dos estudantes das diversas tipologias de IES com relação às atividades, funções e posições profissionais para as quais foram preparados ao longo do seu processo educacional e que, assim, propiciem melhores resultados operacionais para as empresas brasileiras, melhore o desempenho, a eficiência e reduza os custos delas, aumente a qualidade dos produtos nacionais e a imagem do país como um todo no exterior e atraia investimentos em diversas áreas, o que melhoraria a economia como um todo e não deixaria a população mais refém de planos A, B ou C que, por muitas vezes, acabam mais prejudicando do que melhorando as condições de vida de todos.

Referências bibliográficas:

INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Censo da educação superior: notas estatísticas 2019. Ministério da Educação: Brasília, 2020.

INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Censo da educação superior de 2009: resumo técnico. Ministério da Educação: Brasília, 2010.

RAMOS JÚNIOR, Hélio Santiago. A função da universidade na sociedade do conhecimento. Disponível em https://egov.ufsc.br/portal/conteudo/fun%C3%A7%C3%A3o-da-universidade-na-sociedade-do-conhecimento, acessado em 13/08/2021, 14:14.

TEIXEIRA, Anísio. Funções da universidade. Boletim informativo CAPES. Rio de Janeiro, n.135, Fev. 1964. p.1-2. Disponível em http://www.bvanisioteixeira.ufba.br/fran/artigos/funcoes.html, acessado em 13/08/2021, 14:05.